Irmã Alvina, Maria Ferbers, nasceu em Huls-Crefeld, na Alemanha, em 13 de setembro de 1848.
Fez a Profissão Religiosa em 03/11/1870.
Em 12/04/1872, Ir Alvina chegou com o grupo das seis missionárias, fundadoras da Missão Brasileira, em São Leopoldo/RS, onde trabalhou nos primeiros dois anos.
Quando em 01/08/1874 Madre Ana fundou a Comunidade do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Ir. Alvina foi uma das quatro escolhidas para iniciar lá as atividades escolares, ocupando-se com tarefas da alfabetização ou seja, com alunos e alunas da 1ª Série do Curso Primário.
Mais de 20 anos exerceu o cargo de professora do 1º Ano Primário, dedicando-se de corpo e alma à criançada, meninos e meninas, em certos anos, em número de até 60 alunos por turno. |
|
|
|
| |
Era um prazer assistir-lhe as aulas, tal a vida e graça com que os movimentava. Revestindo sua retidão e energia de bondosa imparcialmente, era idolatrada pelos alunos.
Muitos senhores, já pais e avós, lembravam mais tarde o nome de Irmã Alvina com estima e veneração.
Gostava ela de ver os seus petizes sempre muito arrumadinhos. Quando era esperada alguma visita mais importante, como o Sr. Bispo, devia a criançada primar pela ordem e disciplina.
Em 1897 foi festejado em todas as casas da Missão, o Jubileu de Prata da chegada das Irmãs. Muito feliz sentiu-se Ir. Alvina, por ser lhe concedido ir, em companhia de Madre Albina a São Leopoldo, onde se reuniram as cinco primeiras missionárias, ainda vivas, para serem merecidamente homenageadas. Alegremente puderam apalpar o fruto dos trabalhos e sacrifícios destes 25 anos de Missão.
Ir. Alvina aproveitou a oportunidade para visitar as Instituições de suas Co-Irmã em Porto Alegre. Em toda a parte transbordava de seu coração o grande desejo que todas as Irmãs da Congregação fossem úteis à juventude, para a glória de Deus.
Especial estima tinha Ir. Alvina pela Liturgia e Santos Evangelhos e o Senhor Jesus não se esqueceu dela na partilha da cruz.
Em 1915 começou a sentir-se mal dos olhos, sendo atestado catarata e outras complicações. Anos depois, lá estava a querida Ir. Alvina, em Santa Cruz, cega e doente. Suportou esta última cruz por 15 anos.
Em fins de julho de 1930, a saúde de Ir. Alvina piorou muito. Recebeu os Santos Óleos, a Absolvição Geral, mas já sem fala, ainda esperou o seu Divino Esposo até 02/08/1930, dia de Nossa Senhora dos Anjos, ou da Porciúncula, quando entregou suavemente a sua vida ao Senhor.
No seu sepultamento, em Santa Cruz do Sul/RS, houve o testemunho de gratidão de uma multidão de jovens que, à beira do túmulo, como ex-alunos e ex-alunas lhe consagravam verdadeiro tributo de amor.
No dia 03/11/1930, a falecida festejaria o seu Jubileu de Diamante e já havia chegada cartas de felicitações para ela.
O Divino Esposo, porém, a chamou antes, para as Núpcias Celestiais.
Ir. Alvina foi a última das pioneiras da Fundação Missionária do Brasil.
|
|